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IGP-M de abril sobe 2,73% e aluguel volta a ser reajustado. Calcule quanto você vai pagar mais
Indicador volta ao campo positivo em 12 meses e reativa reajustes de contratos de aluguel com vencimento em maio
O IGP-M, índice usado no reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, subiu 2,73% em abril, a maior variação mensal desde maio de 2021, quando havia avançado 4,1%. Com o resultado, o indicador passou a acumular alta de 0,61% em 12 meses, voltando ao campo positivo pela primeira vez desde outubro de 2025.
No mesmo período de 2025, a alta acumulada em 12 meses era de 8,5%.
Calculadora do reajuste do aluguel
Valor atual do aluguel
R$
IGP-M acumulado em 12 meses (%)
Abril/2026: 0,61% (padrão)
Aluguel atualR$ 2.000,00
Reajuste pelo IGP-M (0,61%)+ R$ 12,20
Novo valor (maio/2026)R$ 2.012,20
O IGP-M acumulado em 12 meses até abril de 2026 é de 0,61%, conforme divulgado pela FGV. O reajuste se aplica a contratos com aniversário em maio/2026 indexados ao IGP-M. Consulte o contrato de locação para verificar o índice aplicável.
Impacto sobre contratos com vencimento em maio
Na prática, a leitura de abril será aplicada aos contratos de locação atrelados ao IGP-M com aniversário em maio. Em um aluguel de R$ 2.000, por exemplo, o reajuste acumulado em 12 meses acrescenta R$ 12,20 ao valor mensal, levando o pagamento para R$ 2.012,20.
Mudança encerra intervalo sem correção para parte dos inquilinos
Desde dezembro, contratos com vencimento anual vinham sendo corrigidos por um IGP-M acumulado negativo, o que, na prática, impedia reajustes, mas também não autorizava redução nominal do aluguel. As cláusulas contratuais normalmente evitam queda no valor pago ao proprietário.
Índice segue relevante no setor imobiliário
Criado no fim da década de 1940, o IGP-M acompanha preços em diferentes etapas da economia e se consolidou como referência para reajustes contratuais, sobretudo em locações. O indicador também é usado em tarifas de energia, telefonia, mensalidades e contratos de longo prazo em outros segmentos.
Por que a guerra no Irã provoca reajustes no aluguel?
O IGP-M é uma média entre preços ao consumidor e ao produtor, além de incorporar a evolução de custos da construção civil. Em comum, esses três segmentos da economia têm sentido o impacto da guerra no Irã sobre o petróleo e insumos.
“Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, contribuindo, assim, para o avanço do IGP-M. Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo”, afirma Matheus Dias, economista do FGV/Ibre.
O economista destaca que, no varejo, os preços ao consumidor ainda refletem de forma significativa o impacto dos combustíveis, com destaque para a gasolina, que subiu, em média, 6,3% em abril, e para o diesel, cuja alta foi de 14,9%.
Já na construção, há pressão por causa do aumento dos materiais, como massa de concreto, tubos e conexões de PVC e blocos de concreto. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), parte do cálculo do IGP-M, subiu 1,04% em abril e projeções indicam que o índice pode se aproximar de 10% em 2026. Isso se reflete em custo maior para os imóveis em construção e em encarecimento do financiamento.
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